A História por Trás de Enola Holmes 2
- Humanas Para Jovens

- 26 de dez. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 4 de jan. de 2023

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Bem-vindos ao primeiro post do “Humanas para Jovens”, hoje falaremos sobre a história por trás de “Enola Holmes 2: muito mais do que um filme de aventura”.
A obra cinematográfica da Netflix além de possuir um excelente enredo, nos revela detalhes de como era a vida na Londres do século XIX.
Do que o filme trata?
Enola Holmes não teve a típica criação das meninas de sua época. Enquanto as jovens europeias eram ensinadas acerca da importância do casamento e da etiqueta, nossa protagonista aprendia com sua mãe a ser uma mulher forte e independente.
O segundo filme da saga se inicia quando ela abre sua própria agência de detetives, seguindo os passos de seu irmão, o grande Sherlock Holmes. Porém, ao contrário dele, Enola não obtém sucesso. Seu trabalho é desprezado pelo simples fato de ela ser uma mulher!
Mas sempre há uma luz no fim do túnel! Quando estava prestes a desistir de sua carreira como investigadora, Enola recebe a visita de uma pequena menina, a Bessie. Ela relata que sua irmã (Sarah Chapman) está desaparecida e pede à Enola que ela resolva o caso. E é aí que a trama do filme se intensifica.
Enola inicia sua investigação, e após uma série de acontecimentos (que até incluem uma fuga da prisão), o caso é solucionado. A verdade? Sarah havia sumido propositalmente: ela organizava uma denúncia/greve contra a fábrica de fósforos em que ela e Bessie trabalhavam.
A fábrica de fósforos e a Greve das Matchgirls
Sarah Chapman realmente existiu. Na vida real, ela, sua irmã mais velha e sua mãe trabalhavam na fábrica de fósforos Bryant & May.
As condições de trabalho no local eram extremamente precárias. Ou seja, as 1400 mulheres e meninas que ali trabalhavam sofriam com longas jornadas, empregadores abusivos e até com problemas de saúde (resultantes do manuseio do fósforo branco).
O cenário começa a se alterar em 1888, quando um grupo socialista britânico (Fabian Society) organiza um boicote à fábrica. A luta continua com a publicação do artigo “Escravidão Branca em Londres”, da reformadora Annie Besant.
As Matchgirls obtiveram sucesso: o uso de fósforo branco tornou-se proibido e a fábrica vai à falência! elícula) e se organizam para lutar por melhores condições de trabalho. Nossa “desaparecida” Sarah, inclusive, passa a compor o comitê da greve.
As Matchgirls obtiveram sucesso: o uso de fósforo branco tornou-se proibido e a fábrica vai à falência!
Do ponto de vista histórico e sociológico, a greve em questão foi de extrema importância. Além de obter vitória sobre a tão comum exploração burguesa do período, a iniciativa mostrou que o protagonismo feminino pode sim trazer resultados, incentivando a sua prática em mais localidades.
Alguns outros aspectos históricos:
Ao longo do filme pode-se notar a precária e desigual urbanização da Londres da Segunda Revolução Industrial (1870 - 1914). De um lado, os bairros operários eram marcados pela precária infraestrutura e pela falta de saneamento básico. Do outro, tinham-se áreas nobres com parques, lojas e bonitas construções. Tal cenário não era apenas uma realidade inglesa, mas sim da maioria dos países industrializados da época.
Enola Holmes na redação?
Do ponto de vista do ENEM e dos vestibulares, o filme “Enola Holmes 2” pode ser utilizado como reportório em temas que abordem:
Protagonismo feminino;
Precariedade das relações trabalhistas;
Urbanização e industrialização;
Sociedade patriarcal;
Movimentos sociais
Dentre muitos outros!
Bom pessoal, espero que tenham gostado do nosso primeiro post! Obrigado por ler até aqui! Até a próxima :)
Escrito por: Rafael Garcia



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amei!!
incrível
Muito bom!!!!!!